06 de Outubro de 2025,10h00
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A reciclagem de plástico no Brasil cresceu 7,8% em 2024, segundo dados da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), no estudo encomendado pelo Movimento Plástico Transforma junto à consultoria MaxiQuim.
O resultado apresenta um avanço da indústria e maior participação da sociedade, mas continua distante do necessário para enfrentar a crise do lixo plástico, que ameaça ecossistemas e agrava a poluição urbana.
Mesmo com o crescimento, apenas 23% do plástico pós-consumo é reciclado no país.
O restante segue para aterros sanitários ou chega a rios e mares, onde impacta a biodiversidade e a qualidade de vida da população.
O crescimento sinaliza progresso, mas a dimensão do problema exige medidas mais abrangentes.
A reciclagem não é uma solução eficiente para a crise do lixo plástico, é o que demonstra um relatório divulgado na última semana pelo Centro para a Integridade Climática (CCI).
Ainda de acordo com o documento produzido pela ONG, os grandes fabricantes de plásticos sabem há pelo menos 40 anos que a circularidade do material não é eficiente.
A investigação baseia-se em documentos internos das empresas recentemente revelados e que apresentam a extensão do que pode ser uma campanha de desinformação e greenwashing.
Nas últimas décadas, afirma a CCI, membros da indústria referiram-se à reciclagem dos plásticos como “inviável economicamente”, disseram que “ela não pode ser considerada uma solução permanente” e admitiram que ela “não vai funcionar a longo prazo”.
Neste contexto, afirmam os autores, as evidências indicam que as petrolíferas, petroquímicas e suas associações comerciais podem ter infringido uma série de leis destinadas a proteger o público da propaganda enganosa e da poluição.
“As empresas mentiram e é hora de responsabilizá-las pelos danos que causaram”, afirma Richard Wiles, um dos porta-vozes do CCI.
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