Lixo que vale ouro: reciclagem como fonte de renda

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Saiba como lucrar com o reaproveitamento dos resíduos

17/07/2018

Imagem - Foto: Simon Jhuan / Shutterstock.com

Foto: Simon Jhuan / Shutterstock.com

O acúmulo de resíduos gerado pela sociedade é um fator importante na crise ambiental que assola o mundo todo. A coleta seletiva, além de contribuir com a sustentabilidade do planeta, também pode virar uma fonte de renda significativa. 

 

 

Utilizando a reciclagem como fonte de renda

 

Artesanato

Para ajudar a diminuir os danos ecológicos, milhares de pessoas já estão acostumadas a separar o lixo para a coleta seletiva, principalmente papéis, plásticos, vidros e metais. Mas, além disso, é possível transformar este material, que seria encaminhado para a reciclagem, em verdadeiras obras de arte e até mesmo em produtos artesanais.

O que reciclar para ganhar dinheiro?

É possível criar pequenas peças, como porta-trecos, anéis para guardanapo, casas de cachorro, entre outros objetos e tentar vendê-los em seu bairro. Contar com os amigos para a divulgação “boca a boca”, procurar por feiras de artesanato e manter as redes sociais ativas podem ajudar muito na divulgação dos produtos.

Caso a pessoa não saiba por onde começar, é possível buscar por cursos de artesanato com lixo reciclável. Hoje, existem algumas opções de cursos online, que você pode encontrar  neste link ou clicando aqui

O artesanato por si só talvez não seja o suficiente para o sustento de uma família, mas pode ajudar a completar a renda, principalmente de pessoas à margem da sociedade e que têm mais dificuldades em conseguir empregos formais.

Empreendedorismo: reciclagem que dá dinheiro

A logística reversa é o processo pelo qual as empresas ficam responsáveis por coletar e encaminhar seus produtos que já foram vendidos e consumidos para a reciclagem. 

Em 2012, por exemplo, o empresário Renato Soares de Paula, da R.S. de Paula, criou uma iniciativa para a logística reversa de cartões, chamada Papa Cartão, mostrando que a reciclagem é um bom negócio. De acordo com ele, até julho daquele mesmo ano foram produzidos 772 milhões de cartões de crédito, débito e de redes varejistas em nosso país. “Mas esse volume é maior, porque não foram computados os de assistência médica, de seguradoras, crachás, telefônicos, etc.”, disse ele ao site do Estadão.

Renato criou um aparelho para inutilizar o material para que ele seja reciclado. É preciso apenas inserir o cartão na máquina e girar uma manivela para que ele seja picotado. Segundo ele, o PVC dos cartões é 100% reciclável, mas ao serem descartados em aterros ou nas ruas, podem demorar até 200 anos para se decomporem.

De acordo com o site da instituição, o Papa Cartão pode ser encontrado em empresas, shoppings, estações de metrô, aeroportos, condomínios, feiras, eventos, parques e outros. É possível ver a lista completa de lugares neste link.

Imagem - Central Mecanizada de Triagem da concessionária Loga. Foto: Antônio Brasiliano/ https://antoniobrasiliano.carbonmade.com/

Central Mecanizada de Triagem da concessionária Loga. Foto: Antônio Brasiliano/ https://antoniobrasiliano.carbonmade.com/

Cooperativas

Existe, também, a possibilidade de trabalhar em cooperativas que reciclam lixo e em associações, que separam os materiais recicláveis e os enviam para as cooperativas. Em 2016, na cidade de Sorocaba, por exemplo, ao menos 20 pessoas foram procurar emprego nas cooperativas.

A presidente de uma delas, Patrícia de Sene, afirmou ao site G1 que o perfil dos candidatos a catadores de lixo já mudou. “São pessoas que têm qualificações para trabalhar em outros setores, como empresas e indústrias, mas são desempregados que viram na reciclagem uma alternativa de trabalho”, explicou ela.

A PNRS, inclusive, prevê incentivos fiscais para cooperativas de catadores e estabelece que os municípios devem criar projetos em parceria com essas associações.

Na cidade de Joinville, em Santa Catarina, por exemplo, a Associação Ecológica de Recicladores e Catadores de Joinville (Assecrejo), criada em 2001, criou diversos empregos.

A maioria dos trabalhadores na associação são mulheres. Uma delas é Jovina Maria de Jesus, de 52 anos, que trabalha na Assecrejo há 15 anos e garante o sustento da família. Ao site A Notícia, ela contou que o salário recebido a ajudou a pagar mensalidade da faculdade do filho mais velho, formado em logística.

Na Assecrejo e demais associações, aproximadamente 1,2 mil recicladores separam os materiais recolhidos pelo caminhão da coleta seletiva da Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento Ltda, e encaminham para as empresas de reciclagem, que compram o lixo reciclável.

Os materiais mais comuns selecionados são o papelão, as latinhas de alumínio e as garrafas PET. O material de rejeito, que não serve para a indústria e representa cerca de 20% do total, é encaminhado para os aterros sanitários.

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