12 de Abril de 2023,14h00
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Idealizado para proteger 30% das águas marinhas internacionais, o Tratado do Alto Mar foi aprovado no último mês de março pela Conferência Intergovernamental sobre Biodiversidade Marinha da ONU.
Há quase 20 anos em negociação, finalmente houve consenso em torno do desenvolvimento sustentável das áreas fora da jurisdição nacional dos países membros.
De acordo com António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, a expectativa é continuar trabalhando com todas as partes para garantir um oceano mais saudável, resiliente e produtivo, beneficiando as gerações atuais e futuras.
Ainda segundo o secretário-geral, o conjunto de diretrizes do tratado é essencial para atingir os objetivos e metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e do Quadro de Biodiversidade Global de Kunming-Montreal.
Batizado de 30x30 e firmado em dezembro do ano passado na cidade da província de Quebec, Canadá, o quadro busca proteger um terço da biodiversidade do mundo, na terra e no mar, até 2030.
“Com o tratado, conseguimos definir 30% dos oceanos do mundo como áreas protegidas, vamos reservar recursos para sua conservação e monitorar o acesso aos seus recursos”, explicou Guterres.
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