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Avanços e dúvidas marcam negociações do Tratado Global dos Plásticos

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Houve avanços sociais, mas não consenso sobre produção e consumo do material. Foto: ABB Photo / shutterstock.com

As negociações do tratado global para combater a poluição por plásticos, concluídas recentemente no Canadá, trouxeram avanços significativos, mas deixaram questões importantes sem resposta.

Ao longo dos debates, representantes de 175 países discutiram estratégias para minimizar os impactos ambientais do material e entre as conquistas, destacam-se algumas diretrizes para banir dos mercados plásticos considerados problemáticos, no caso os descartáveis, de uso único.

Outra conquista foram os avanços na defesa dos direitos humanos e na inclusão dos catadores e dos trabalhadores informais da reciclagem para uma transição justa.

No entanto, o grupo não definiu se o tratado adotará regras globais ou seguirá com medidas voluntárias nacionais. Ou seja, não ficou definido se o acordo será juridicamente vinculativo ou se dependerá da boa vontade de cada país.

Além disso, não houve consenso sobre a redução da produção e consumo de plásticos, o que é preocupante diante a crise global do lixo plástico.

Para Eirik Lindebjerg, da WWF Internacional, há necessidade urgente de regras globais, com proibições da fabricação de alguns tipos de plásticos e normas rígidas para o design de produtos.

A próxima rodada de negociações acontece na Coreia do Sul, ainda sem data definida, e os países concordaram em organizar grupos de trabalho antes do encontro.

“A crise exige uma resposta rápida e unificada ou será impossível enfrentar o problema de forma eficaz”, avaliou Eirik.  

Responsabilidade compartilhada

Para além de regras mais rígidas que obriguem fabricantes a repensarem seus processos, é fundamental reconhecer que a responsabilidade não se encerra nas leis e nos acordos governamentais.

Ou seja, cada um de nós tem um papel a desempenhar na luta contra a poluição plástica. Afinal, nossos hábitos de consumo têm um impacto direto e profundo no meio ambiente.

Neste contexto, reduzir o uso de plásticos descartáveis, optar por alternativas reutilizáveis e reciclar de maneira consciente são ações fundamentais que vão complementar as diretrizes do tratado.

Em resumo, o sucesso desse movimento dependerá não apenas dos compromissos assumidos nos documentos assinados, mas também do engajamento e ação contínuos de todos os setores da sociedade.


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