16 de Abril de 2026,10h00
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O Brasil deu mais um passo na agenda ambiental com o lançamento do projeto “Ação climática e de biodiversidade por meio de soluções de economia circular”, conhecido como CB-ACES.
A iniciativa, anunciada no último mês de março, busca fortalecer a reciclagem, reduzir impactos ambientais e transformar a forma como os resíduos são tratados no país.
Financiado pela Iniciativa Internacional para o Clima, do governo da Alemanha, o programa terá duração de cinco anos e prevê ações em diferentes frentes, como apoio a políticas públicas, capacitação técnica, desenvolvimento de projetos-piloto e incentivo a investimentos em pequenas e médias empresas.
No Brasil, a coordenação está a cargo dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com implementação da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial em parceria com o Senai e o grupo Adelphi.
Na prática, o projeto pretende acelerar a transição para a economia circular, modelo que propõe manter materiais em uso pelo maior tempo possível, reduzindo a geração de lixo e ampliando o reaproveitamento de recursos.
Esse avanço dialoga diretamente com um dos principais desafios da reciclagem no Brasil. Hoje, grande parte dos resíduos ainda é descartada de forma incorreta, o que impede que materiais recicláveis retornem à cadeia produtiva. Mesmo com potencial, muitos itens acabam em aterros sanitários por falhas simples na separação dentro de casa.
A proposta do CB-ACES também abre espaço para inovação na indústria, com o desenvolvimento de soluções que facilitem a reciclabilidade de produtos e embalagens. Isso inclui desde o redesenho de materiais até a criação de sistemas mais eficientes de logística reversa.
Outro ponto central está na geração de trabalho e renda. A economia circular depende diretamente da atuação de catadores e cooperativas, responsáveis por grande parte da triagem e do encaminhamento dos resíduos no país. O fortalecimento dessa base é essencial para que o modelo funcione de forma justa e eficiente.
Para a população, o papel continua sendo decisivo. Separar corretamente os resíduos, manter os recicláveis limpos e secos e respeitar a coleta seletiva são atitudes que garantem que todo esse esforço estrutural tenha resultado na prática.
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