Recicla Sampa - Brasileiras criam absorvente orgânico e sem plásticos
Recicla Sampa
sp156

Para esclarecer dúvidas sobre os serviços de coleta domiciliar de resíduos sólidos, limpeza urbana e varrição pública entre em contato com o 156 ou clique aqui.

Brasileiras criam absorvente orgânico e sem plásticos

Veja outros artigos relacionados a seguir

Foto1
Amai. Foto: Divulgação

Absorventes íntimos tradicionais são responsáveis por nocivos impactos ambientais, principalmente por serem muito difíceis de reciclar.

Quando consideramos que uma mulher tem um ciclo menstrual dos 11 aos 54 anos, em toda a sua vida ela usará mais de 130 quilos de absorventes.

Ou seja, durante um ano, em média, uma brasileira descarta mais ou menos três quilos deste tipo de resíduo.

E todo esse volume de lixo tem dois destinos: meio ambiente e aterros sanitários. Em ambos os casos, pesquisas indicam que eles demoram pelo menos 400 anos para se decompor.

Afinal, eles são fabricados basicamente de plásticos. Isso sem contar os que ainda vêm com uma cordinha de poliéster ou polipropileno.

Foi pensando em resolver esse problema, que as sócias Luri Minami e Erika Tomihama pediram demissão de seus cargos em importantes empresas de tecnologia e criaram a amai, idealizada para atender um número cada vez maior de mulheres que buscam consumir de forma consciente.

O público-alvo da marca surgiu da própria realidade das sócias e, claro, de muita pesquisa de mercado. Em resumo, são mulheres que desejam eliminar o desconforto dos absorventes tradicionais e buscam diminuir o impacto ambiental dos resíduos que geram.

Erika conta que durante uma das pesquisas elas descobriram que os absorventes comuns eram produzidos basicamente de plástico e componentes químicos tóxicos e além dos danos ambientais, eles poderiam também causar danos à saúde.

“Ficamos chocadas com esta informação e a falta de conhecimento das mulheres em relação ao tema, então tivemos um click. Por que não existe um absorvente que é prático, confortável, eficiente e que ao mesmo tempo não faz mal pra nós e nem pro meio ambiente?”, revela Erika.

De acordo com a dupla, seus absorventes são fabricados com algodão orgânico certificado, que evita irritações e odores, e com bioplástico à base de plantas, matéria-prima que se biodegrada em menos de 6 meses, além de adesivos não tóxicos.

Com venda 100% online e para todo o Brasil, a amai também busca atender mulheres em situação de vulnerabilidade que não têm acesso a absorventes. Por isso, a marca doa 1% das vendas para instituições que distribuem absorventes em comunidades carentes.

Texto produzido em 14/11/2021


Últimas

Notícias

Mutirão Azul consolida 67 soluções baseadas no Oceano na COP30

Mapeamento fortalece agenda oceânica e inclui plano do Instituto Ecosurf

25/02/2026
Notícias

Operação Carnaval recicla 130 toneladas de resíduos em SP

Material teve como destino as cooperativas e garantiram renda para quem mais precisa

24/02/2026
Notícias

Europa vai proibir sachês em bares e restaurantes

Decisão integra pacote de medidas para reduzir embalagens de uso único no continente

23/02/2026
Notícias

Entenda por que o Japão é exemplo em reciclagem e economia circular

Modelo do país asiático une valores culturais, políticas públicas e educação ambiental

13/02/2026