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Cada brasileiro gerou um quilo de lixo por dia em 2022

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Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente divulga Panorama dos Resíduos Sólidos. Foto: Antonio Brasiliano

Cada brasileiro gerou aproximadamente um quilo de lixo por dia em 2022, informa a nova edição do Panorama dos Resíduos Sólidos, divulgada pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) no último dia 11 de dezembro.

Ainda segundo o documento, se esse valor for aplicado à população brasileira divulgada pelo Censo Demográfico 2022, estima-se que aproximadamente 77,1 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos foram geradas no país em 2022.

Isso corresponde a mais de 211 mil toneladas de resíduos geradas por dia, ou cerca de 380 quilos por habitante nos últimos doze meses.

Sob a perspectiva regional, a região sudeste é a campeã da geração de lixo. São 449 quilos gerados por habitante em 2022. No fim da lista está a região sul, com 284 quilos por habitante.

“Comparando a geração de resíduos no Brasil entre 2021 e 2022, observa-se uma redução de 2% na geração de RSU per capita”, aponta o texto do relatório.

Essa retração, de acordo com a Abrema, é consequência da diminuição do poder de compra da população, somada ao fim da pandemia, que derrubou o volume dos pedidos de delivery e o consumo doméstico.

Coleta de destinação dos Resíduos Sólidos Urbanos

A Abrema afirma que 93% dos resíduos sólidos gerados no Brasil no último ano foram devidamente coletados, mas apesar do índice parecer bom, pelo menos cinco milhões de toneladas acabaram em lixões irregulares ou no meio ambiente.

Já no quesito disposição final ambientalmente adequada, os números são preocupantes. No total, 61% foram destinados aos aterros sanitários. Os outros 38,9% tiveram disposição final inadequada e esse problema impacta todas as regiões do país.

Crédito de Reciclagem impulsionou economia circular

A nova edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil indica que o projeto Recicla+ quase triplicou o número de embalagens recuperadas no país.

Os dados foram divulgados pela Central de Custódia da Logística Reversa de Embalagens, que inclui 27 entidades gestoras e já está presente em 1.139 municípios das 27 unidades da federação.

Em números, foram recuperadas 303 mil toneladas de materiais recicláveis em 2021 e 805 mil toneladas em 2022, ano base do estudo. No acumulado, a Central já recuperou 1,7 milhões de toneladas de resíduos.   

“A gravimetria do material recuperado em 2022 indica que as embalagens mais presentes são as de papel e papelão, totalizando 39,3% do total recuperado, seguidas por plástico, com 25,5% do total, metais e vidro, com 17,0% cada, e 1,2% do total de embalagens constituído por outros materiais passíveis de reciclagem”, informa a Abrema.

Como funciona o crédito de reciclagem - Recicla+

Basicamente, o crédito de reciclagem (Recicla+) é um sistema pelo qual os agentes do setor (cooperativas e catadores) comprovam a destinação correta dos resíduos por meio de uma nota fiscal de venda do material coletado.

Já as empresas que precisam respeitar determinações ambientais impostas pela PNRS compram essas notas e com elas vêm o direito associado à destinação adequada. Assim, a empresa cumpre sua obrigação legal com a logística reversa dos produtos que coloca no mercado.

Segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 242 mil empresas possuem essa obrigação legal no Brasil.

Estima-se que atualmente o custo das empresas com obrigações ambientais fica entre 9% e 15% do faturamento.

Com o crédito de reciclagem, o custo pode cair mais de 80%. “A aquisição do direito é opcional, mas representa uma solução para empresas que não dispõem de sistemas próprios de logística reversa”, explica Erik Figueiredo, presidente do Ipea.

Já o secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, André Luiz Felisberto França, destaca que a medida inédita tem potencial para injetar recursos na cadeia da reciclagem de forma sem precedentes no país.

“É uma solução inteligente que aproxima quem recicla de quem precisa reciclar, aumentando a percepção de valor dos recicláveis e mostrando que lixo nada mais é do que matéria-prima fora do lugar, que, quando descartado de forma adequada, pode ser um promotor de geração de emprego e renda com sustentabilidade”, avalia França.

Clique aqui e veja a íntegra do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2023


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