22 de Junho de 2026,07h00
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Sustentabilidade, educação ambiental, gestão de resíduos e indicadores ESG deixaram de ser temas restritos às empresas. Cada vez mais, escolas de todo o Brasil buscam soluções capazes de reduzir impactos ambientais, fortalecer sua reputação institucional e preparar estudantes para os desafios do século XXI.
Foi a partir dessa necessidade que nasceu o Recicla nas Escolas, iniciativa desenvolvida pelo Recicla Sampa em parceria com a startup Klíma. O projeto reúne formação pedagógica, gestão ambiental aplicada e mobilização da comunidade escolar em uma jornada estruturada para transformar a relação das instituições de ensino com os resíduos sólidos.
A proposta surgiu a partir da experiência prática dos idealizadores em grandes escolas paulistanas, onde a integração entre educação ambiental e gestão de resíduos gerou resultados expressivos. Mais do que implantar a coleta seletiva, o objetivo é construir uma cultura permanente de sustentabilidade capaz de envolver alunos, professores, colaboradores e famílias.
A metodologia atua de forma transversal. O trabalho alcança salas de aula, áreas administrativas, equipes operacionais e setores responsáveis por compras e infraestrutura. Dessa forma, a sustentabilidade passa a orientar decisões e comportamentos em toda a comunidade escolar.
O principal eixo do programa é a Jornada Lixo Zero, metodologia que busca desviar até 90% dos resíduos gerados pelas instituições dos aterros sanitários.
Para alcançar esse resultado, o projeto é dividido em etapas que incluem diagnóstico, planejamento, formação de equipes, engajamento da comunidade escolar, implantação de soluções, monitoramento de indicadores e certificação.
Além dos benefícios ambientais, a iniciativa contribui para a redução de custos operacionais, o fortalecimento da governança institucional e a consolidação de práticas alinhadas aos princípios ESG, tema cada vez mais valorizado por famílias, mantenedores e órgãos certificadores.
Diferentemente de projetos pontuais, o Recicla nas Escolas propõe uma mudança estrutural na forma como os resíduos são compreendidos dentro do ambiente escolar.
Os estudantes participam de atividades ligadas à educação ambiental, economia circular, consumo consciente e mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, professores recebem suporte para integrar esses temas ao planejamento pedagógico, enquanto equipes operacionais passam por processos de capacitação voltados à gestão adequada dos resíduos.
A proposta transforma a escola em um laboratório vivo de sustentabilidade, onde conceitos trabalhados em sala de aula passam a fazer parte da rotina da instituição.
Um dos principais exemplos da metodologia está no Colégio Agostiniano Mendel, na capital paulista.
Com aproximadamente 4,5 mil alunos e colaboradores, a instituição conquistou o selo Lixo Zero após alcançar mais de 90% de desvio de resíduos dos aterros sanitários. Atualmente, cerca de 18 toneladas de materiais recebem destinação adequada todos os meses.
O projeto também gerou economia direta de aproximadamente R$ 450 mil em 19 meses, além de ampliar a visibilidade positiva da escola por meio de reportagens, premiações e reconhecimento público.
Outro caso de destaque é o Colégio Marista Arquidiocesano, que atualmente desenvolve sua própria Jornada Lixo Zero. Inspirada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a iniciativa fortalece a cultura institucional de sustentabilidade, promove a formação continuada das equipes e estimula o protagonismo dos estudantes em ações socioambientais.
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