19 de Junho de 2026,09h00
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A reciclagem tem mudado a vida de dezenas de mulheres na Cooperativa Rainha da Reciclagem, localizada na Zona Leste de São Paulo.
Mais do que um espaço dedicado à triagem e comercialização de materiais recicláveis, a organização se consolidou como uma rede de apoio capaz de promover inclusão social, autonomia financeira e novas perspectivas para quem busca recomeçar.
Atualmente, 45 mulheres atuam diariamente na cooperativa. Elas desempenham funções essenciais para o funcionamento da cadeia da reciclagem e contribuem para que toneladas de resíduos retornem ao ciclo produtivo em vez de seguirem para aterros sanitários.
Entre as trabalhadoras, 15 são acolhidas pelo Centro de Acolhimento Guerreiros de Deus. Além da oportunidade de trabalho e geração de renda, elas recebem suporte para reconstruir suas trajetórias, recuperar a autoestima e retomar projetos de vida interrompidos por diferentes situações de vulnerabilidade.
Em todo o Brasil, cooperativas e associações de catadores exercem papel fundamental na inclusão produtiva de pessoas em situação de risco social, ao mesmo tempo em que prestam um serviço ambiental indispensável para as cidades.
Na Rainha da Reciclagem, cada material separado representa mais do que um benefício para o meio ambiente. O trabalho diário ajuda a construir novas histórias marcadas pela independência, pela dignidade e pela esperança.
O exemplo da cooperativa demonstra que a gestão adequada dos resíduos pode gerar resultados muito além da preservação ambiental. Ao criar oportunidades para mulheres e fortalecer a economia circular, iniciativas como essa mostram que reciclar também significa transformar vidas.
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