31 de Agosto de 2026,10h00
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Mais de 630 mil voluntários retiraram 3 mil toneladas de lixo de praias e áreas costeiras em pouco mais de 100 países durante um único dia do International Coastal Cleanup 2025, resultado que ajuda a dimensionar o avanço da poluição marinha e a quantidade de materiais descartados incorretamente que continuam chegando aos oceanos.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (26) pela Ocean Conservancy, organização responsável pelo mutirão global de limpeza realizado anualmente há quatro décadas e que também contou com a participação de voluntários no Brasil.
Ao todo, aproximadamente 13,9 milhões de resíduos foram recolhidos. Entre eles estavam 1,3 milhão de garrafas plásticas, além de embalagens e outros itens que poderiam ter recebido uma destinação diferente antes de chegar ao meio ambiente.
O dado chama atenção porque garrafas PET possuem alta reciclabilidade e mercado consolidado para reaproveitamento. Quando descartadas corretamente e encaminhadas à coleta seletiva, elas podem retornar à indústria como matéria-prima e também gerar trabalho e renda para catadores e cooperativas.
“Realmente não há desculpa para isso. As garrafas plásticas estão entre os itens mais recicláveis que existem”, afirmou Anja Brandon, diretora de plásticos da Ocean Conservancy. Para ela, o resultado evidencia tanto o excesso de plástico colocado em circulação quanto as falhas na destinação dos resíduos após o consumo.
Segundo a Ocean Conservancy, a cada minuto uma quantidade de plástico equivalente à carga de um caminhão de lixo chega aos oceanos. Uma vez no ambiente marinho, esses resíduos podem ser ingeridos por animais ou provocar ferimentos e outros impactos. Tartarugas, por exemplo, podem confundir sacolas plásticas com águas-vivas.
Os resultados do mutirão mostram que limpar praias é importante, mas não resolve o problema na origem. Reduzir o consumo de plásticos descartáveis, ampliar a coleta seletiva e garantir que materiais recicláveis efetivamente retornem ao ciclo produtivo são medidas necessárias para impedir que novos resíduos cheguem aos rios e oceanos.
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