03 de Setembro de 2026,10h00
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A maioria dos brasileiros já adota práticas como doar, consertar e reutilizar produtos, mas ainda encontra dificuldades na hora de descartar corretamente os materiais recicláveis, segundo uma nova pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a relação da população com a economia circular.
Divulgado neste mês, o levantamento Da compra ao descarte: como o brasileiro se relaciona com a Economia Circular 2026 analisou o conhecimento e o comportamento dos consumidores desde a escolha dos produtos até o momento em que eles deixam de ser utilizados.
Os resultados mostram que algumas práticas de reaproveitamento já fazem parte da rotina da população. A maioria dos entrevistados afirma doar ou tentar consertar bens antes de descartá-los e mais da metade compra produtos feitos com materiais reciclados. Por outro lado, 61% ainda demonstram preferência pela compra de produtos novos.
A etapa do descarte aparece como um dos principais desafios. De acordo com a CNI, embora os brasileiros adotem hábitos que prolongam a vida útil dos produtos, materiais recicláveis ainda são descartados de maneira inadequada, o que dificulta seu retorno à cadeia produtiva.
Quando papel, plástico, vidro e metal são misturados aos resíduos orgânicos ou enviados ao lixo comum, parte desses materiais perde a possibilidade de reciclagem e acaba encaminhada para aterros sanitários. A separação correta dentro de casa é, portanto, uma etapa fundamental para que os recicláveis possam seguir para a coleta seletiva e chegar às cooperativas e centrais de triagem.
O levantamento também identificou uma lacuna importante de conhecimento. Apenas 13% dos brasileiros afirmam ter conhecimento aprofundado sobre economia circular, conceito baseado na redução do desperdício, no prolongamento da vida útil dos produtos e na manutenção dos materiais em circulação pelo maior tempo possível.
Na prática, algumas dessas atitudes podem começar dentro de casa. Separar recicláveis dos resíduos orgânicos e rejeitos, utilizar a coleta seletiva disponível no município e procurar pontos específicos para itens sujeitos à logística reversa, como pilhas, baterias, eletroeletrônicos, lâmpadas e medicamentos, evita que materiais com potencial de reaproveitamento tenham destinação inadequada.
Além dos benefícios ambientais, o descarte correto ajuda a movimentar uma cadeia responsável pela geração de trabalho e renda para milhares de catadores e cooperativas no Brasil. Quanto maior a quantidade e a qualidade dos materiais que chegam para triagem, melhores são as condições para seu aproveitamento e comercialização.
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