22 de Setembro de 2026,10h00
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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima criou o Sistema Nacional de Logística Reversa, o Sisrev-BR, ferramenta que vai reunir informações e permitir o monitoramento dos resultados dos programas de logística reversa em todo o país.
A novidade foi estabelecida pela Portaria MMA nº 1.778, publicada na última sexta-feira (18), e busca ampliar a rastreabilidade dos resíduos que precisam retornar à cadeia produtiva depois do consumo.
O Sisrev-BR será integrado ao Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) e terá como funções o reporte e a consolidação de resultados, o monitoramento, a rastreabilidade e o apoio à fiscalização dos sistemas de logística reversa.
Na prática, a ferramenta deve facilitar o acompanhamento das obrigações assumidas por empresas responsáveis por colocar produtos e embalagens no mercado e permitir maior controle sobre os materiais que efetivamente retornam para reaproveitamento ou reciclagem.
Até agora, parte dessas informações era encaminhada por meio de arquivos em PDF. Com o novo sistema, os dados passarão a ser registrados em formulários e reunidos em uma base nacional, o que deve facilitar a análise e o cruzamento das informações.
A criação do Sisrev-BR também busca aproximar os diferentes sistemas adotados no país. Durante a elaboração da proposta, o governo federal discutiu a possibilidade de integrar sistemas estaduais à ferramenta nacional para melhorar o acompanhamento da logística reversa nos diferentes territórios.
Prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a logística reversa estabelece mecanismos para que determinados produtos e embalagens retornem ao setor empresarial depois de descartados pelos consumidores.
Esse processo é fundamental para evitar que materiais com potencial de reaproveitamento terminem em aterros sanitários, lixões ou no meio ambiente e também ajuda a reduzir a extração de novas matérias-primas.
Para a população, a regra básica continua a mesma. Produtos sujeitos à logística reversa devem ser entregues nos locais indicados pelos fabricantes, comerciantes ou sistemas responsáveis pela coleta, enquanto os recicláveis destinados à coleta seletiva precisam ser separados corretamente dos resíduos orgânicos e rejeitos.
O avanço da logística reversa também passa pela valorização das cooperativas e dos catadores, responsáveis por uma parcela importante da recuperação dos materiais recicláveis no Brasil, principalmente nas etapas de coleta, separação e encaminhamento para a indústria.
Com informações mais organizadas e rastreáveis, o novo sistema pode contribuir para dar maior transparência aos resultados da logística reversa e fortalecer a fiscalização sobre a responsabilidade de quem coloca produtos e embalagens em circulação.
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