Para entidades, Recicla Sampa pode diminuir envio de resíduos para aterros

07/02/2019

Imagem - Convidados aguardando o início do evento. Foto: Thiago Mucci

Convidados aguardando o início do evento. Foto: Thiago Mucci

Na manhã de 7 de fevereiro, no Centro Cultural São Paulo, profissionais e interessados em coleta seletiva e sustentabilidade se reuniram para conhecer um Movimento inovador que pretende aumentar a coleta seletiva na cidade: o Recicla Sampa.

Criado pela Loga e EcoUrbis, concessionárias que atuam na coleta de resíduos da cidade e com o apoio institucional da Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, AMLURB, o Movimento ganhou vida e pretende reduzir em 500 mil toneladas o montante de resíduos enviados aos aterros municipais no período de quatro anos, conforme consta do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo para 2020. Em 2017, o volume total destinado no município a esses locais foi de 3.763.592 toneladas. Número que já representa redução de 126.912 toneladas em relação à média anual aferida entre 2013 e 2016. Porém, a cidade quer somar mais esforços para aumentar o índice da coleta seletiva. São Paulo tem um potencial de reciclar 40% dos resíduos gerados, mas apenas 7% vão para a reciclagem.

Para aumentar esse índice, algumas entidades que estiveram presente no evento disseram que apoiam o Movimento. É o caso do Mundo SEM Bitucas, uma diferente organização que conscientiza as pessoas fumantes ou não-fumantes sobre os impactos que uma simples ponta de cigarro pode causar ao ser jogado no chão.

“O movimento é sensacional. Acho que a população tem que abraçar a causa porque a vida dos aterros sanitários está acabando e não dá para ficar mandando tudo o que geramos para lá”, Natalia Goettlicher, idealizadora e diretora do Mundo SEM Bitucas.   

Um dos integrantes da Abraps (Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável), Nelson Júnior, diz que muitos grupos de trabalho da entidade podem contribuir com o Recicla Sampa em relação a trocas de experiências. Dentro da Abraps, ele é diretor de acessibilidade e cria jogos lúdicos para pessoas com deficiência e geralmente são atividades relacionadas ao meio ambiente. “Faz tempo que eu gostaria de criar um jogo divertido sobre coleta seletiva, então quis vir ao evento para pesquisar sobre o assunto e posso dizer que gostei bastante da iniciativa do Recicla Sampa em apoiar a população em separar o lixo”, finaliza Nelson.

Tags: matérias, reportagens
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