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Plástico compostável não é nada sustentável, revela estudo

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Materiais permanecem inalterados em ambientes marinhos por pelo menos 14 meses. Foto: Peter is Shaw 1991 / shutterstock.com

Uma pesquisa recente conduzida pela professora Sarah-Jeanne Royer e sua equipe na Universidade da Califórnia (EUA) trouxe à tona uma descoberta surpreendente: o plástico compostável permanece inalterado em ambientes marinhos por um período mínimo de 14 meses.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica de acesso aberto PLOS ONE e divulgados na última semana pelo jornal Sci Tech Daily. De acordo com os pesquisadores, rotular plásticos compostáveis, como o ácido poliláctico (PLA), como biodegradáveis pode ser enganoso.

Vale destacar que a pesquisa enfatiza a distinção entre materiais têxteis (PLA), que podem ser compostados em um contexto industrial controlado, e materiais à base de celulose, que têm a capacidade de se biodegradar naturalmente em ambientes naturais.

Bioplásticos são a solução?

Embalagens fabricadas com matérias-primas naturais, renováveis e compostáveis parecem ser uma boa ideia e cada vez mais produtos embalados nos chamados bioplásticos podem ser encontrados nas prateleiras.

Mas será que eles são realmente mais ecológicos do que os plásticos derivados do petróleo e podem ser parte da solução da crise do lixo plástico no mundo?

Segundo pesquisadores e especialistas da Alemanha, a resposta é não. Eles não são nada sustentáveis, nem são uma boa opção para a o problema do lixo plástico.

Em princípio, a produção e descarte do bioplástico libera menos CO2 do que o plástico convencional, explica a Agência Federal do Meio Ambiente alemã.

Mas a verdade é que nem tudo que se auto-define orgânico é de fato orgânico e além disso, ainda não existe um padrão instituído e exato do que é e do que não é bioplástico.

Por exemplo, são chamados popularmente de bioplásticos aqueles feitos de matérias-primas renováveis, como milho, batata ou cana-de-açúcar. Isso significa que sua base de fabricação é exclusivamente biológica.

No entanto, a matéria orgânica utilizada nesses processos de fabricação não precisa necessariamente vir de um sistema de cultivo orgânico e ecologicamente correto.

Isso sem contar que os plásticos feitos de matérias-primas fósseis, como o petróleo bruto, se forem biodegradáveis, também são orgânicos.

"Portanto, o rótulo é absolutamente enganoso", diz Janine Korduan, porta-voz da Federação para o Meio Ambiente e Conservação da Natureza da Alemanha (BUND).


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