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Profissionais se unem para fazer as pazes com o planeta

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Flor. Foto: Lina Trochez/Unsplash

Especialista em energia eólica, Mário Augusto Lima e Silva, afirmou que o Brasil precisa investir urgentemente no abastecimento elétrico gerado pela força do vento (energia eólica), pois o país é rico nesse fenômeno atmosférico. A melhor fonte fica no Nordeste, principalmente, no Rio Grande do Norte. “Os ventos do Nordeste também ajudam na manutenção da turbina, pois eles sempre estão na mesma direção e isso faz com que a tecnologia funcione de forma segura. Sem medo de quebrar”, explicou. Os ventos podem ser os melhores do planeta, mas o Brasil ainda está em 8º lugar no consumo de energia eólica. “Poderíamos ser o 1º e ainda conseguiríamos emprestar a energia para outros países, como o Peru, por exemplo”, desabafou.  

Além do incentivo à esse tipo de energia, outro ponto que Brasil e Peru têm em comum é a devastação da selva amazônica para a exploração econômica, tornando o solo pobre para plantação.

“Temos que restaurar urgentemente nosso patrimônio florestal e replantar o que foi tirado. Para transformar o gás carbônico em oxigênio para respirarmos, hoje em dia, um ser humano equivale ao trabalho de 20 árvores”, enfatizou Pedro Aita.

Servindo de exemplo para outros países, replantar árvores foi a solução para acabar com o grande problema social, econômico e ambiental da África, principalmente, no que diz respeito à desertificação da terra, mesmo problema que assola o Brasil e o Peru. Conhecida como a Grande Muralha Verde, a iniciativa tem o desafio de ser uma extensa faixa verde de 7.500 quilômetros de comprimento e 14,5 km de largura. Ela vai de uma ponta a outra, do Senegal até a Somália. Mais de 21 países e organizações estão envolvidas com a construção dessa manta ambiental, desde 2007. Entre essas organizações, está o Forum 21 Institute. Com sede em Nova York, a instituição conta com a direção de Ken Kitatani, membro da ONU.

Em entrevista ao Recicla Sampa, Kitatani tem o conhecimento de que São Paulo poderia gerar menos lixo e dar uma melhor destinação aos resíduos. “Acho que o município poderia se espelhar em São Francisco, nos Estados Unidos. Lá as pessoas produzem cada vez menos lixo e até o orgânico eles colocam na composteira. É muito fácil fazer uma, dá até para colocar dentro do apartamento”, frisou. 

Além de membro da ONU e diretor de uma instituição que percorre o mundo incentivando ações ambientais, Kitatani é do time que coloca a espiritualidade em primeiro lugar para solucionar as causas ambientais. Sim, isso mesmo. Ele é da Sukyo Mahikari e segue a linha da eco-espiritualidade. Nesse trabalho que une a espiritualidade com a sustentabilidade, Kitatani tem o desafio de restaurar sítios arqueológicos da humanidade que estão depredados. “Nisso voltamos a origem de tudo. O ser humano em paz e comunhão com a natureza e com seus antepassados que construíram essas obras históricas. Precisamos trabalhar juntos para isso”, contou.

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Árvores. Foto: Teddy Kelley/Unsplash

A justiça brasileira também está atuando na equipe do “juntos para trabalhar por um mundo melhor”. Entre eles, está a juíza federal Vanila Moraes. A profissional criou um Centro Nacional de Inteligência para gerir as demandas judiciárias com mais agilidade e assertividade. Entre os casos, a prioridade são as causas ambientais.

“O Brasil é um dos países mais desiguais do planeta, principalmente em relação ao meio ambiente, o Centro foi uma forma que encontramos para acelerar a justiça brasileira”, explicou.

União foi a palavra-chave usada por todos os profissionais no encontro. Para a membro do Movimento Nacional ODS São Paulo e especialista em sustentabilidade, Claudia Saleme, todo trabalho que se faz sozinho em prol do meio ambiente é inútil. “Todo o mecanismo da natureza funciona coletivamente, então nós, como seres humanos, também temos que funcionar em conjunto para poupar o meio ambiente”, disse.

Algo que foi bastante pontuado pela maioria dos profissionais é a importância da geração millennial, aqueles nascidos entre 1979 e 1985, para mudar o mundo. São eles que estão chegando agora no poder público e nas empresas. De acordo com os especialistas, é preciso apostar nesse público.

É o caso da empresária Mônica Muller, que estava na plateia. Todo ano, ela participa do Congresso para beber direto da fonte as informações mais atuais sobre sustentabilidade. Nascida em 1982, Mônica costuma dizer que é empresária na vida real e ativista ambiental no mundo ideal. Ela participa do Conselho Municipal da Juventude de Diadema e contou que apresentou projetos ambientais para a Secretaria de Cultura da cidade. Entre eles, reflorestamento da cidade, hortas comunitárias em creches e direcionamento de materiais recicláveis para uma casa social que funciona no município.

“Congressos como esses, que mostram casos nacionais, nos fazem enxergar que estamos no caminho certo nas ações ambientais regionais”, concluiu.

Texto produzido em 25/09/2018

 


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