24 de Agosto de 2026,10h00
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Garrafas PET, latinhas, caixas de papelão, papéis, vidros e outras embalagens descartadas diariamente nas casas de São Paulo têm valor comercial e, quando separadas corretamente, além de retornarem ao ciclo produtivo como matéria-prima, ajudam a gerar trabalho e renda para mais de mil famílias da cidade.
Mas quanto vale o lixo reciclável em São Paulo? Dados fornecidos ao Recicla Sampa pela Rede Sul de Cooperativas apresentam diferenças importantes entre os principais materiais comercializados na capital.
O alumínio vale atualmente R$ 12 o quilo, enquanto o PET, presente principalmente nas garrafas de água e refrigerante, chega a R$ 4,50/kg. Entre outros plásticos, o PEAD vale R$ 3,40/kg, o PP R$ 3,20/kg e as aparas plásticas R$ 1,40/kg.
Já o papelão é comercializado por R$ 0,90/kg e os papéis mistos por R$ 0,70/kg. Embalagens Tetra Pak, como caixas de leite e suco, chegam a R$ 0,60/kg, enquanto o vidro vale R$ 0,20/kg.
Para uma residência, uma única embalagem representa poucos centavos, mas nas cooperativas essa conta é feita em toneladas. Quando um reciclável vai para o lixo comum ou chega à triagem contaminado por restos de alimentos e outros rejeitos, matéria-prima e recursos que poderiam permanecer em circulação acabam perdidos.
Vale sempre destacar que os preços informados pela Rede Sul são uma referência da cidade de São Paulo e podem variar entre municípios e estados de acordo com a demanda, a qualidade do material, os custos de transporte e a existência de compradores. O mesmo acontece com a reciclabilidade, especialmente dos plásticos. Um material aproveitado em São Paulo pode não encontrar mercado em outra região do país.
Por isso, além de separar os recicláveis do lixo comum, é importante conhecer as orientações da coleta seletiva local, retirar restos de alimentos e líquidos das embalagens e mantê-las secas sempre que possível.
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