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Reciclagem gera oportunidades de ascensão social

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Cooperativa Sem Fronteiras. Foto: Thiago Mucci

O Brasil produz 78 milhões de toneladas de lixo por ano e apenas 3% vão para a reciclagem. É o que aponta os dados do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A mesma pesquisa demonstra que 75% dos brasileiros não separam seus resíduos em casa. No entanto, em áreas periféricas da cidade de São Paulo, como nos bairros do Grajaú, Capão Redondo e agora em Cidade Tiradentes, essa porcentagem ganha colaboradores que podem mudar o rumo do lixo e de suas próprias vidas por meio do programa SO+MA Vantagens, da startup SO+MA.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a criadora Claudia Pires conta que o objetivo do projeto é causar impacto social, ambiental e econômico, despertando a conscientização nas pessoas e gerando renda. “Eu queria engajar as pessoas na luta para solucionar o grande problema que é a geração de resíduos recicláveis secos (plástico, metal, vidro e madeira) e, ao mesmo tempo, criar impacto social e econômico nas comunidades de baixa renda”, comenta.

O SO+MA Vantagens desafia o cidadão a utilizar o seu bom compartamento como moeda de troca dentro das comunidades. Por meio de uma nota institucional no Facebook, o programa explica seu funcionamento: "a partir da atitude do cidadão (reciclar, economizar água, dinheiro, incentivo à leitura e/ou ter uma alimentação adequada), ele acumula pontos que podem ser trocados por: cursos de capacitação, serviços, descontos no comércio local, alimentos, entre outros benefícios". As vantagens são oferecidas por empresas que apoiam a iniciativa.

Fomentando o desenvolvimento individual e social, a tecnologia amplia as oportunidades dos que vivem nas periferias. A participante do programa, Inês do Santos conta em vídeo que conseguiu levar alimentos para a ONG que trabalha por meio do projeto. "Aquilo que você troca aqui por alimento já é uma economia, você não precisa comprar, não precisa gastar o dinheiro que vai servir para pagar uma luz, água, ou o aluguel", conta.

"Não é a questão só da latinha ou da garrafa pet, mas a questão da pessoa mudar. Consciência, né? Se conscientizar de que ela precisa mudar para o ambiente também melhorar", reforça. 

O Grupo HEINEKEN no Brasil é uma das empresas que apoia o projeto, que beneficia mais de 1.200 famílias. Considerado o primeiro programa de fidelidade para baixa renda criado no país, já encaminhou mais de 92 mil quilos de resíduos para a reciclagem. O lixo coletado nas unidades vão para as cooperativas de reciclagem parceiras do programa. Lá, o material é reciclado e vendido, garantindo um ciclo sustentável do negócio. 

Fontes: AbrelpeRazões para acreditarSO+MAEstadão

Texto produzido em 28/11/2018


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