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Após vetar plástico descartável, Vaticano investe na coleta seletiva

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Objetivo é atingir índices de coleta que cheguem a 70 a 75% em até três anos. Foto: Michele Bitetto / Unsplash

Há tempos, o Papa Francisco escreveu uma carta chamada ‘Laudato Si’. Trata-se de um documento para bispos e fiéis em que o pontífice critica o consumismo desenfreado e o desenvolvimento econômico irresponsável. Ele apela para uma unificação mundial de combate às mudanças climáticas e à degradação ambiental. Incentivado por essa declaração, o Vaticano decidiu avançar no aumento dos índices da coleta seletiva de resíduos.

O primeiro passo foi proibir a venda de plástico descartável. Quando terminar o estoque, o material não será revendido e consumido por tempo indeterminado. Em razão disso e da implementação da coleta seletiva, o país atingiu um alto grau de reciclagem: 55% dos resíduos estão sendo separados e o objetivo é atingir índices de 70 a 75% em até três anos.

Outro passo para gerir a coleta seletiva foi dividir os resíduos em duas grandes categorias: lixo urbano e especial (perigoso e não perigoso). Em 2016, foi criada uma ilha ecológica para onde os itens são enviados e o local, que há dois anos passou por uma reestruturação, atuou para a redução do lixo não reciclável, que caiu para apenas 2% do total.

Na Praça São Pedro, de competência administrativa do Vaticano, todos os dias, milhares de turistas circulam pelo local descartando qualquer tipo de material nas lixeiras. “Ali, o não reciclável incide um pouco sobre todo o resto. Mas, debaixo das colunatas, colocamos recipientes específicos para o plástico e devo dizer que funciona, pois coletamos cerca de dez quilos por dia”, contou Rafael Ignacio Tornini, responsável pelo serviço de jardinagem e limpeza urbana.

Com os resíduos orgânicos e com as podas de árvores e plantas dos jardins (cerca de 400 toneladas de material), Rafael consegue produzir adubo. Ele contou à imprensa local que dessa forma é possível gerar a menor quantidade de resíduos possíveis. O que é descartado internamente entre os funcionários, ele tenta reutilizar no jardim, no Vaticano ou em Castel Gandolfo, região muito conhecida por abrigar a residência de verão do Papa. 

Entre os desafios em administrar os resíduos do país, Tornini contou que o mais difícil foi mudar a mentalidade das pessoas. Para superar isso, foram dados cursos para os funcionários, incluindo aqueles que passariam a gerenciar os resíduos especiais. 

“A Terra é uma casa comum que deve ser salvaguardada e nós devemos ser os primeiros a fazer isso”, concluiu.

Fonte: Vaticano News

Texto escrito em 07/11/2019


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