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Brasil descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano

01 de Julho de 2022,18h00

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Malhas de algodão demoram pelo menos 20 anos para se decompor no meio ambiente. Foto: neenawat khenyothaa / shutterstock.com

O Brasil gera e descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano, é o que diz o mais recente relatório divulgado neste mês de junho pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Ainda segundo os números, as roupas velhas, os retalhos do fast fashion e as peças de couro já correspondem a 5% de todos os resíduos produzidos no país.

De acordo com um parecer das Nações Unidas, a indústria da moda é responsável por cerca de 8% da emissão dos gases do efeito estufa, atrás apenas das indústrias de petróleo e gás.   

Malhas feitas de algodão demoram pelo menos 20 anos para se decompor e junto aos materiais sintéticos das peças, podem resistir por até quatro séculos, isso sem contar os microplásticos gerados por alguns tipos de tecidos.

Por isso, é tão importante a gente descartar corretamente esses resíduos. Se não der para doar ou para reutilizar de alguma forma, que é o ideal, encontre um ponto de coleta específico.

Recentemente, organizamos uma lista com algumas das principais iniciativas de coleta de roupas e resíduos têxteis em andamento na cidade de São Paulo (algumas são nacionais).

“Importante destacar o grande potencial de reaproveitamento e reciclagem presente nos resíduos têxteis, o que ressalta a necessidade de ampliar as iniciativas já existentes, bem como desenvolver novas ações para que esse processo se desenvolva no país”, diz o texto publicado no Instagram da Abrelpe.

“O modelo de negócios linear e explorador da fast fashion deve se tornar coisa do passado. Nossas roupas precisam durar mais, serem mais fáceis de consertar, de reutilizar e serem fabricadas sem materiais e substâncias nocivas. Precisamos de leis ambiciosas que estabeleçam requisitos mínimos”, opina Valeria Botta, gerente de programa da ONG Environmental Coalition on Standards (ECOS).

Texto produzido em 1/7/2022

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