24 de Junho de 2020,12h00
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O gesso é uma imobilização ortopédica criado há mais de 150 anos e até hoje é um dos métodos mais usados no mundo para casos de fratura. O problema é que o material que o constitui é de sulfato de cálcio e precisa ser extraído da natureza. Porém, dois brasileiros do Rio Grande do Norte mudaram essa realidade. O fisioterapeuta Felipe Neves e o biomédico Hebert Costa criaram um plástico biodegradável feito com resíduos de cana-de-açúcar, milho e beterraba.
Para ter uma utilização ortopédica, o bioplástico é colocado em uma impressora 3D e passa a ter o formato dos tradicionais gessos. Como o material é “termomoldável”, em contato com a água a 50 o C, a imobilização se ajusta anatomicamente na parte fraturada do paciente.
Os empreendedores garantem que a invenção é melhor do que o gesso tradicional, pois tem um design arejado, o que deixa o produto mais higiênico, resistente, à prova d’água e não causa alergia, o que traz praticidade, conforto e liberdade para a pessoa.
“O nosso objetivo é produzir imobilizadores para todas as articulações do corpo e estar presente mundialmente, levando uma solução acessível a todas as classes”, comenta Hebert Costa, cofundador e CPO da Fix it, nome dado à criação.
Há mais de dois anos atuando na área de saúde, a Fix it fabricava os produtos em larga escala, nos tamanhos P, M e G. Hoje, com um novo modelo de negócio, a empresa permite que seus clientes imprimam em suas impressoras 3D os gessos de acordo com o tamanho do membro fraturado do paciente. Dessa maneira, a tecnologia hospitalar preza por um consumo consciente e sustentável.
Fonte: Portal Hospitais Brasil
Texto produzido em 06/03/2020
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