Recicla Sampa - Eletrolixo: processador ganha versão 100% reciclável
Recicla Sampa
sp156

Para esclarecer dúvidas sobre os serviços de coleta domiciliar de resíduos sólidos, limpeza urbana e varrição pública entre em contato com o 156 ou clique aqui.

Eletrolixo: processador ganha versão 100% reciclável

Veja outros artigos relacionados a seguir

Foto1
Celular usado sendo desmontado para reciclagem de lixo eletronico. Foto: DragonImages / Envato

A gente aqui no Recicla Sampa já falou bastante sobre o eletrolixo e sobre o problemão que o descarte incorreto deste tipo de resíduo causa no meio ambiente. Para você ter uma ideia, só em 2019 cerca de 53 milhões de toneladas de aparelhos eletrônicos foram descartados no mundo.

Em 2030, segundo a ONU, a estimativa indica 74 milhões de toneladas descartadas. Atualmente, o índice de reciclagem do eletrolixo gira em torno de 20%, baixíssimo para o tamanho do problema e para a realidade do século XXI, onde a sustentabilidade é prioridade para praticamente todos os governos do planeta

Mas a questão do eletrolixo não é só o descarte incorreto. Existe também a impossibilidade de reciclar alguns componentes presentes em nossos telefones e computadores. Um desses componentes é o “transistor” (processador), utilizado em chips e circuitos eletrônicos. Um celular dos mais modernos pode ter até 30 bilhões deles, que acabam sem paradeiro quando a vida útil dos aparelhos chega ao fim.

Pensando em uma solução para essa grave situação, um grupo de pesquisadores da Universidade de Duke (EUA) publicou recentemente um artigo na revista Nature Electronics onde apresenta a criação de um transistor impresso em 3D. Produzido em carbono 100% reciclável, o equipamento ainda não pode ser fabricado em escala industrial, mas abre uma excelente perspectiva para o setor.

De acordo com o grupo de pesquisa, as tintas à base de carbono utilizadas no processo de fabricação são facilmente impressas em papel ou em outras superfícies flexíveis e ecologicamente corretas. Já os nanotubos de carbono e as tintas de grafeno são destinados para os semicondutores e condutores dos aparelhos. Segundo a equipe, o estudo é um passo importante no caminho da reciclagem no setor.

Professor de Engenharia Elétrica e de Computação da Duke, Aaron Franklin conta que os componentes de computador baseados em silício provavelmente nunca desaparecerão e que, dificilmente, eletrônicos facilmente recicláveis substituam a tecnologia e os dispositivos atuais. “Mas ao criar produtos eletrônicos totalmente recicláveis e facilmente impressos e mostrar o que eles podem fazer, temos esperança que esses dispositivos possam se tornar amplamente usados na indústria do futuro,” afirma Aaron.

Fonte: Correio Brasiliense

Texto produzido em 2/5/2021

 


Últimas

Notícias

Brasil reciclou seis mil toneladas de latas de alumínio desde 1990

Circularidade do material gera emprego e renda para 800 mil catadores de lixo reciclável

14/06/2024
Notícias

Governo Federal anuncia investimentos em cooperativas de reciclagem no Brasil

Liberação de R$ 8 milhões vai beneficiar mais de 15 entidades e associações do setor

13/06/2024
Notícias

O que é Ecodesign e qual sua importância para a sustentabilidade

Tendência busca minimizar impactos ambientais durante o ciclo de vida dos produtos

12/06/2024
Notícias

São Paulo tem o maio mais quente em 81 anos

Entenda como a reciclagem contribui para conter o aquecimento global

11/06/2024