Livro reúne 100 melhores ações contra as mudanças climáticas

12/06/2019

Imagem - Capa do livro “Declínio - 100 iniciativas poderosas para resolver a crise climática. Foto: Drawdown.org

Capa do livro “Declínio - 100 iniciativas poderosas para resolver a crise climática. Foto: Drawdown.org

Tufões em lugares incomuns, chuvas fora de época e todas as estações do ano em um único dia. Essas realidades acontecem cada vez mais no planeta. A ONU (Organização das Nações Unidas) já declarou que os principais culpados por essas mudanças climáticas repentinas são as ações poluentes do homem. Então, o que nós seres humanos estamos fazendo para reverter essa situação?

É possível que a resposta esteja no livro “Drawdown (“Declínio”, em tradução livre) - 100 iniciativas poderosas para resolver a crise climática”. Preocupados com essa questão, um projeto formado por cientistas, ambientalistas e ONGs (70 pessoas de 22 países) estudaram as práticas e programas que já acontecem em diversos lugares do mundo e selecionaram as 100 melhores ações contra as mudanças climáticas.

A obra foi organizada pelo ambientalista e escritor americano, Paul Hawken. O autor já é famoso em razão do livro “Capitalismo Natural” (com edição em português), uma cartilha de economia sustentável, livro de cabeceira do ex-presidente Bill Clinton e elogiado por cientistas renomados. 

“Drawndown” é democrático e otimista. E pode interessar tanto para governantes e pesquisadores que desejam atuar na melhora do meio ambiente, como para leigos no assunto que querem entender as mudanças climáticas no planeta.

Foi lançado nos Estados Unidos em abril de 2017 e ficou no ranking dos mais vendidos do país. Isso indica que meio ambiente caiu no gosto popular. Aqui no Brasil, a obra chegou apenas neste ano e custa em média R$ 80.

O investimento vale a pena. O livro possui oito capítulos e trata de assuntos que interessam ao Brasil como o incentivo ao uso da energia eólica (o país tem os melhores ventos para gerar eletricidade), a redução do desperdício de alimentos (somos o país que mais desperdiça comida no mundo), proteção das florestas tropicais (temos a maior delas, a Amazônica, pulmão do mundo) e telhados com painéis solares.

A obra também dá um certo “puxão de orelha” no Brasil. O país é o sétimo emissor de gases do efeito estufa. Cerca de 70% das emissões desses poluentes está no campo, gerados pelo desmatamento para cultivo de grãos ou pela derrubada de árvores para criar áreas de pastagens para a pecuária. Se o país solucionar essas questões, já tem chances de contribuir para o equilíbrio da mudança climática no mundo. É o que acredita o climatologista, pesquisador e membro da Academia Brasileira de Ciências e do Instituto de Estudos Avançados da USP, Carlos Nobre, autor do prefácio do livro.

Há outros dois brasileiros que fazem parte da apresentação da obra: a modelo Gisele Bündchen, já conhecida no cenário mundial pelo seu ativismo ambiental, e o empresário Pedro Paulo Diniz, membro do conselho do projeto Drawdown e proprietário de uma fazenda de alimentos orgânicos, no interior de São Paulo.

Mais pesquisas

O livro ainda está quente nas prateleiras das lojas e nos e-books brasileiros, porém os organizadores da obra seguem atuando na atualização das pesquisas e divulgando novos conteúdos online. Também planejam uma segunda edição em 2020 com temas sobre impactos sociais e de saúde. O objetivo é reunir informações para envolver cada vez mais cientistas, empresas, pessoas, governos e interessados na execução de ações a favor do equilíbrio climático e do meio ambiente.

Se interessou, confira os locais para comprar o Drawndown:

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Editora Manole

Extra

Fonte: Drawndown; Folha de S.Paulo; Livraria Cultura e ONU Brasil

 

Notícia produzida em 07/11/2018

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