25 de Marco de 2021,14h00
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Um grupo de pesquisadores da Escola de Engenharia da USP de São Carlos apresentou recentemente os primeiros resultados de um projeto que transforma telas de TVs de tubo e monitores de computadores em peças de cerâmica.
É de fato um destino interessante para esses equipamentos que ficaram no passado e que quase sempre acabam descartados incorretamente, muitas vezes porque as pessoas nem sabem que eles entram na categoria de lixo reciclável.
Para se ter uma ideia do tamanho do problema, um estudo apresentado pelo grupo de cientistas indica que apenas 26% deste tipo de material seja reciclado no mundo. No Brasil, esse índice é de apenas 2%, como o Recicla Sampa mostrou no mini-doc Eletro Lixo.
Essa nova opção de reciclagem de lixo eletrônico traz ainda outro benefício para o meio ambiente. Seu processo de produção não só é mais rápido e barato do que o convencional, como consome menos energia.
Mas para chegar ao material apresentado, muito parecido com esses que a gente compra em lojas de construção, o caminho foi longo. Os testes incluíram diferentes quantidades de vidro reciclado no lugar da “frita”, um dos componentes da cerâmica, até que chegassem ao ponto ideal.
A tecnologia também ajudou e ferramentas de computação que calculam composições baseadas em milhares de dados foram fundamentais para o sucesso da empreitada.
Docente do Departamento de Engenharia de Materiais (SMM) da EESC e coordenador do projeto de pesquisa, Eduardo Bellini Ferreira comentou sobre a qualidade do material e comemorou o resultado final.
"O nosso esmalte passou pelo teste de qualidade. Ficou transparente e se fixou sem formar bolhas nas peças. O estudo mostrou que é possível descartar corretamente e reaproveitar os resíduos dos monitores e das TVs antigas na indústria cerâmica”, disse o professor.
Texto produzido em 25/03/2021
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