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Resíduos da indústria da moda também podem poluir oceanos

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Perde-se cerca de 500 bilhões de dólares ao ano com o descarte de roupas que vão direto para aterros e lixões e sequer são recicladas. Foto: Piqsels.com

De acordo com levantamento da ONU, haverá mais plásticos no mar do que peixes, caso a poluição desenfreada do plástico não seja contida nos próximos anos. Além disso, se a indústria da moda não administrar seus impactos ambientais também poderá contribuir com este fenômeno. Isso porque tecidos sintéticos, como o poliéster e náilon, soltam microplásticos a cada lavagem e contribuem com 35% de pequenas partículas espalhadas pelos oceanos. O setor também tem sua parcela de culpa nas mudanças climáticas, devido ao seu processo de produção.

“Precisamos reduzir o impacto que a indústria da moda tem sobre os oceanos, e o conhecimento científico aliado à inovação permite desenvolver estratégias que realmente funcionem”, afirma Lara Iwanicki, cientista marinha.

A especialista explica que os mares sofrem pressão por todos os lados. Com o aquecimento global, as águas marinhas têm se tornado mais ácidas por absorverem mais CO2, o que pode afetar o desenvolvimento tanto de fitoplânctons, responsáveis pela produção de metade do oxigênio que respiramos, quanto de grandes animais marinhos, como as baleias. “Se juntarmos a isso a grande quantidade de plásticos que chegam aos oceanos anualmente, temos um quadro muito preocupante”, adverte a cientista marinha.

A indústria da moda, segundo dados da ONU Meio Ambiente, está avaliada em cerca de 2,4 trilhões de dólares e emprega mais de 75 milhões de pessoas no mundo todo. O dado impressionante é que se perde cerca de 500 bilhões de dólares ao ano com o descarte de roupas que vão direto para aterros e lixões e sequer são recicladas.

Solução

Algumas pessoas não sabem, mas os retalhos, quando limpos e selecionados, são passíveis de reciclagem e reutilização. Existem duas formas de reciclar tecidos: a mecânica e a química. A reciclagem mecânica envolve a picotagem do tecido. Geralmente, as empresas recicladoras que optam por esse método possuem máquinas que rasgam e trituram o tecido. São equipamentos capazes de retalhar de 50 a 3 mil quilos de tecido por hora. As fibras trituradas são transformadas em fardos e usadas pelas indústrias para produzir enchimentos para sofás, sacos de boxe, edredons, carpetes e outros produtos.

Já o processo químico foi desenvolvido para melhorar as características e propriedades das fibras. Somente os tecidos do tipo poliéster, poliamida e elastano (todos derivados do petróleo) podem ser reciclados por meio desse método. Saiba mais aqui.

Fonte: The Greenest Post e Valor Econômico

Texto produzido em 20/11/2020

 


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