21 de Janeiro de 2026,10h00
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Dados do Censo Escolar 2024, divulgado pelo Inep, indicam que cerca de um terço das mais de 179 mil unidades de ensino do país não desenvolve qualquer atividade relacionada ao meio ambiente ou às mudanças climáticas.
O cenário contrasta com a legislação nacional. A educação ambiental integra as políticas públicas brasileiras desde 1999 e, a partir de 2024, passou a incorporar oficialmente conteúdos ligados ao clima e aos riscos de desastres socioambientais.
Em um contexto marcado por enchentes, ondas de calor e colapsos urbanos recorrentes, a ausência desse debate nas escolas reduz a capacidade coletiva de prevenção, adaptação e resposta aos impactos ambientais.
Mas algumas redes estaduais demonstram que a transformação é viável. Paraná, Tocantins e Ceará, por exemplo, avançam com currículos integrados, projetos permanentes e ações práticas.
Essas experiências evidenciam o potencial de políticas públicas contínuas e bem delineadas na área.
Ainda assim, especialistas alertam para os limites de iniciativas isoladas. Sem formação continuada de professores, financiamento público adequado e prioridade política, a educação ambiental segue fragilizada no sistema educacional.
O resultado é a formação de gerações menos preparadas para enfrentar o principal desafio do nosso tempo, com efeitos diretos sobre a resiliência social, urbana e ambiental do país.
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