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Descarte correto do lixo contribui na prevenção da dengue

08 de Marco de 2019,11h00

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O descarte incorreto torna mais fácil a proliferação do mosquito. Foto: frank60/shutterstock.com

Já é de conhecimento público os benefícios de armazenar e destinar corretamente o lixo que você produz em casa. Porém, o que mais chama atenção é que uma atitude tão simples pode também contribuir muito para a prevenção de uma doença que tem sido preocupação no país nos últimos anos: a dengue.

Lixos jogados de qualquer jeito em locais abertos acabam sendo a moradia do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue. Com a entrada da primavera e início do verão – período em que ocorrem muitas pancadas de chuva – o cuidado para evitar água parada deve ser redobrado.  

Equipes de combate à dengue da Secretaria Municipal de São Paulo são encarregadas de percorrer as ruas da capital a procura de criadouros do mosquito, seja na boca de um copo plástico com água que está no chão ou num saco de lixo empossado.

“Em um único local, a fêmea do inseto chega a colocar mais de 100 ovos”, explica o analista em saúde e biólogo da Secretaria da Saúde de São Paulo, Alessandro Giangola.

O trabalho de combate ao mosquito vai além de apenas separar os resíduos corretamente dentro de casa. É necessário também eliminar a água dos vasos de plantas; evitar baldes e bacias com água parada que estão sem uso; manter os vasos sanitários fechados.

Focos do mosquito em imóveis lacrados também são muito comuns, uma vez que ali estão limitados o acesso das equipes de saúde. Matheus Mello, morador do bairro Cidade Ademar, na zona sul, acabou sendo vítima da doença em razão de alguns terrenos baldios, cheios de lixo e lacrados, que serviam de casa para o mosquito.
 

“O descaso dos donos desses terrenos me causou dengue e tive febre alta, dores no abdômen e nas articulações. Fiquei internado por uma semana”, conta Mello.

Denunciar esses locais é muito importante para que a Secretaria Municipal da Saúde consiga fazer seu trabalho. Isso pode ser feito através do telefone 156 do SAC (Sistema de Atendimento ao Cidadão), permitindo que o ‘time’ de combate ao mosquito consiga uma liminar para entrar no local e aplicar venenos para matar as larvas e adultos. A notificação também pode ser feita por aplicativo do sistema iOS e Android.

Número de casos confirmados no Estado de São Paulo

Dengue

2016 – 162.947

2017 – 6.269

2018 – 8.900

Chicungunha

2016 – 869

2017 – 604

2018 – 213

Zika vírus

2016 – 175

2017 – 133

2018  – 100

Fonte: Balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados informados pelos municípios paulistas por intermédio do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação)

Texto produzido em 30/10/2018

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