25 de Novembro de 2021,15h00
Veja outros artigos relacionados a seguir
O final do ano vem aí e com ele as tradicionais promoções para trocar o celular por um modelo mais novo. Mas o que poucos sabem é que essa troca pode ser muito prejudicial ao meio ambiente quando não realizada de maneira sustentável e consciente.
O Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico do mundo, o maior na América Latina, segundo levantamento da Green Eletron. Entre os itens descartados estão celulares, computadores, monitores e cabos que juntos representam 10% do total.
Apenas o Brasil descartou, em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados, de acordo com o relatório desenvolvido pela Universidade das Nações Unidas. Em contrapartida, o número de dispositivos, no mundo, também avança, cerca de 4% por ano.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), dos 118 elementos químicos presentes na tabela periódica, o celular contém 43 deles, como o mercúrio, o cádmio e o chumbo, que são metais tóxicos.
A aquisição de novos modelos pode gerar um lixo que ficará para sempre na superfície do nosso planeta. Estima-se que o tempo levado para a decomposição parcial deste eletrônico seja de 100 a 500 anos.
Por levar diversos elementos químicos em sua composição, os componentes eletrônicos precisam ser separados e tratados de forma separada.
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entrou em vigor em 2010, cabe aos fabricantes, importadores e revendedores a responsabilidade de coletar e reciclar o lixo eletrônico. A questão é que apenas no ano passado (sim, quase dez anos depois) a lei foi regulamentada e passou a valer de fato.
Em outubro de 2019, entidades que representam o setor de produtos eletrônicos assinaram o acordo com o Governo Federal.
As organizações se comprometeram, em um prazo de cinco anos, a promover o descarte correto de pelo menos 17% do eletrônico que é jogado fora no Brasil. O acordo também prevê a implantação de cinco mil pontos de coleta de lixo eletrônico nas 400 maiores cidades do país (com população superior a 80 mil habitantes), o que corresponde a cerca de 60% da população.
De acordo com a PNRS, a responsabilidade por destinar o e-lixo corretamente é compartilhada. Isso significa que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes precisam fazer sua parte para o descarte correto. Do contrário, eles podem se tornar um grave problema ambiental por possuírem materiais poluentes em sua composição.
Por isso, a gente aqui no Recicla Sampa organizou uma lista para te mostrar maneiras de como descartar seu telefone velho corretamente.
Enquanto alguns dispositivos eletrônicos desafiam a logística reversa de fabricantes e os grandes centros de pesquisa, coletar e reciclar um telefone celular é relativamente fácil, especialmente em comparação com eletrônicos mais volumosos e complexos.
Especialistas afirmam que cerca de 80% dos componentes dos celulares podem ser reciclados e grandes marcas e operadoras do setor como Samsung, Apple, Vivo e Claro recebem e encaminham os aparelhos para reciclagem.
Além destas,a Magazine Luiza anunciou recentemente o início de um programa de logística reversa para coletar e reciclar eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
Telefones celulares contêm uma grande variedade de metais preciosos, como ouro e prata, e diferentes tipos de plástico e outras substâncias como chumbo, mercúrio, cádmio, arsênico.
Portanto, além de recuperar metais preciosos e raros, a reciclagem de celulares evita a contaminação do ar, do solo e dos lençóis freáticos pelo descarte incorreto nos aterros sanitários e minimiza os impactos ambientais dos processos de extração e de mineração dessas substâncias
Quase todos os materiais usados para fabricar telefones celulares podem ser reinseridos na cadeia de produção e distribuição da logística reversa. Os metais recuperados de telefones celulares reciclados são muito versáteis e acabam utilizados na fabricação de joias, eletrônicos e automóveis.
Pesquisas recentes indicam que reciclar apenas um telefone celular economiza energia suficiente para alimentar um laptop por 44 horas. Imagina o tamanho da economia se a reciclagem for feita em larga escala.
E vale lembrar: Preserve o estado físico da bateria do seu celular. Algum tipo de perfuração pode ser perigosa! Ela libera toxinas, e pode até explodir. Caso seu aparelho quebre em vários pedaços, armazene corretamente em um saco plástico fechado antes de levar para algum ponto de coleta.
Clique aqui e encontre um ponto para o descarte correto de celulares e outros resíduos
Texto produzido em 25/11/2021
Organizamos um passo a passo para ajudar a população da capital paulista
Veículos representam avanço significativo para logística de coleta de resíduos em SP
Vinte e cinco estações coletoras foram instaladas em pontos estratégicos da cidade
Objetivo é reduzir dependência do mercado nacional e incentivar reciclagem no Brasil