Startup americana cria canudos sustentáveis feitos de algas marinhas

14/02/2020

Imagem - Empresa LOLIWARE Straw já fabrica cerca de 2 milhões de peças por semana. Foto: LOLIWARE Straw

Empresa LOLIWARE Straw já fabrica cerca de 2 milhões de peças por semana. Foto: LOLIWARE Straw

Os canudinhos se tornaram um símbolo da luta contra a poluição plástica ao redor do mundo. Já foram produzidas versões em aço, vidro, inhame e as opções não param de aparecer para substituir os tradicionais descartáveis. Uma dessas novas alternativas são os canudos produzidos com algas marinhas, desenvolvidos pela startup americana LOLIWARE.

Para a concepção do utensílio, batizado de LOLIWARE Straw, biólogos e especialistas em biopolímeros (polímeros produzidos por seres vivos como celulose, amido e proteínas) participaram das análises até obterem uma versão satisfatória.

Além de não conter plástico, o elemento também não possui glúten, BPA (bisfenol A, substância usada para a fabricação de plásticos) ou organismos geneticamente modificados. Por ser feito com matéria-prima 100% vegetal, o canudinho é totalmente comestível. Conforme publicado pelo portal Conexão Planeta, a companhia planeja futuramente aplicar sabor e vitaminas nas criações.

O canudo tem vida útil de até 24 meses e somente após 18 horas do contato com líquido ele começa o processo de decomposição.

“Há cinco trilhões de resíduos plásticos em nossos oceanos. Dez milhões de toneladas desse material são produzidas a cada segundo. Plásticos de uso único nunca deveriam ser feitos para durar, mas sim, para desaparecer”, afirmou Chelsea Briganti, CEO da LOLIWARE, na página do site da organização.

A marca também confecciona copos ecologicamente corretos, seguindo a mesma fórmula dos canudos. Em Nova York, os produtos já estão sendo fabricados em grande escala. Com um contrato firmado com a rede de hotéis Marriott, a empresa chega a produzir 2 milhões de peças por semana. A expectativa é que a partir do próximo ano, a corporação ganhe uma sede na Europa e aumente sua produção para 30 bilhões de unidades.

Fontes: Conexão Planeta

Texto produzido em 15/10/2019

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