Engajamento de jovens brasileiros pode salvar o planeta

30/06/2020

Imagem - Mais de mil jovens colocaram a mão na massa e realizaram centenas de ações em várias regiões do país. Foto: Freepik

Mais de mil jovens colocaram a mão na massa e realizaram centenas de ações em várias regiões do país. Foto: Freepik

Edgard Gouveia Jr, 54 anos, Vitor Alves Domingues, 37, e Iago Hairon, 26, são ativistas ambientais que percorrem uma longa estrada para salvar o planeta. O que eles têm em comum? Não medem esforços para criar ações criativas que incentivem o jovem brasileiro a cuidar do meio ambiente. Em um evento em São Paulo sobre “Lixo Zero”, realizado em 2019, os três participaram de uma roda de conversa sobre engajamento e contaram o que fazem pelo Brasil para incentivar a juventude a participar de causas ambientais e promover mudanças.

O arquiteto Edgard Gouveia Jr, por exemplo, acredita que uma atividade lúdica é a melhor maneira para mudar o mundo. Ele é conhecido mundialmente por suas iniciativas que mobilizam crianças, jovens e adultos por meio de jogos virtuais, gincanas e ações coletivas que promovem mudanças em comunidades.

A aptidão de Edgard foi algo que ele descobriu ainda na faculdade quando viu o quanto tinha facilidade em reunir pessoas em prol de um objetivo comum. O profissional, pós-graduado em jogos cooperativos, fundou instituições, criou projetos e, atualmente, viaja o mundo promovendo revoluções. A primeira organização criada por Edgard foi o Instituto Elos. Na companhia, ele ajudou a revitalizar, com a participação de mais de 3 mil jovens de diferentes regiões do Brasil, 12 comunidades afetadas pela enchente do rio Itajaí, em Santa Catarina, ocorrida em 2008. Em menos de uma semana, pontes, playgrounds, quiosques, campos de futebol e até pistas de motocross foram construídas.

“Com a força da coletividade, conseguimos reconstruir bairros, comunidades e até mesmo cidades”, disse.

Edgar também fundou a Livelab, empresa que desenvolve jogos cooperativos para mobilização de causas. Uma das ações é a chamada Primavera X, uma gincana nacional que mobilizou estudantes de todo o Brasil para salvar as águas do país.

Em 2018, mais de mil jovens colocaram a mão na massa e realizaram centenas de ações em várias regiões do país, entre elas: limpeza das margens dos rios, milhares de mudas plantadas e caminhadas ecológicas. “Na gincana, os participantes já estão à vontade, vêm aquecidos e com a adrenalina ativada. É com essa energia que conseguimos promover mudanças”, diz.

O engenheiro civil Vitor Alves Domingues, de 37 anos, trabalha na organização Youth Climate Leaders (YCL) que forma jovens com potencial de assumir cargos de liderança em empresas, governos ou organizações sociais na área de mudanças climáticas. “Conectamos essas pessoas e as colocamos 100% à disposição em movimentos que fomentem a mudança positiva no mundo. Felizmente, isso faz parte do meu trabalho”, conta.

Vitor mostra pela sua própria história o efeito da mudança positiva. Engenheiro civil de formação, ele trabalhou por muitos anos em uma construtora que sempre enxergou o meio ambiente como algo meramente acadêmico.

“Consegui virar a chave e trabalhar na área ambiental, algo que eu sempre desejei e que tinha propósito. Hoje, ajudo os jovens a fazer essa mudança no destino”, disse.

Já na Bahia, em Muritiba, um menino de 13 anos ficou chocado ao saber na aula de ciências que os gases de efeito estufa estavam acabando com o meio ambiente.
O interesse e a sua participação nas causas ambientais renderam a Iago Hairon uma participação no Climate Leadership Corps, treinamento de líderes climáticos com Al Gore, jornalista, ecologista e político norte-americano que já concorreu as eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Hoje, com 26 anos, o cientista social ganhou voz e participa dos principais congressos sobre mudanças climáticas que acontecem pelo mundo. Em um debate no evento Encontro Lixo Zero, realizado em 2019, em São Paulo, o ativista climático contou que faz parte da ONG Engajamundo, onde atua como coordenador. Um dos principais desafios da organização é envolver os jovens na causa ambiental com uma linguagem menos técnica e mais simples, algo que considera um desafio. “Essa solução pode passar por plantar uma árvore, não utilizar canudos, construir hortas ou conscientizar um colega sobre essas ações. Com essas atitudes nós podemos transformar o mundo”, concluiu.

Fonte: Engajamundo

Texto produzido em 06/01/2020

Tags: matérias
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