Novas tecnologias ajudam a reduzir geração de resíduos na capital

19/06/2020

Imagem - Iniciativas propõem soluções rápidas aos materiais gerados. Foto: Freepik

Iniciativas propõem soluções rápidas aos materiais gerados. Foto: Freepik

Novas ferramentas para auxiliar na redução de resíduos já são uma realidade na maior cidade do Brasil. O assunto foi tema de debate no Encontro Lixo Zero, que neste ano teve sua versão online. O evento reuniu em bate-papo representantes de startups que trabalham no desenvolvimento de soluções tecnológicas que têm como objetivo rastrear produtos que foram descartados.

Pelas ruas de São Paulo, por exemplo, já é possível ver essas tecnologias funcionando.  Triciclos da Green Mining recolhem os vidros gerados em bares, restaurantes e comércios. Quando o veículo está cheio, os materiais são levados até um ponto de concentração (HUB), onde são encaminhados para uma fábrica cervejeira que faz o processo de reciclagem dos produtos.

Por meio de um aplicativo, a startup organizou os dados para saber a data e o local da coleta, quantos quilos foram recolhidos e qual sua destinação final. “Temos rastreabilidade total do produto. Além do comércio participando, os condomínios residenciais também são nossos clientes”, disse Renata Tucci, coordenadora de comunicação da Green Mining.

Já a XPrajá atua diretamente com indústrias de grande porte nos setores de alimentos, higiene e limpeza. O objetivo é evitar desperdícios, identificando a quantidade certa de itens a serem produzidos tendo como base a expectativa de vendas.

A empresa, fundada por Vinícius Alves Abrahão, criou uma tecnologia que conecta os fabricantes com o varejo, negocia os produtos para venda nas gôndolas e evita que, por conta do excesso, os produtos sejam descartados. “É um contato rápido, com a pressa que essas áreas necessitam”, explicou.

Para se ter uma ideia de volume, mais de uma carreta de produtos deixaram de ir para o lixo por conta da ferramenta. Só no ano passado, foram revendidos pela XPrajá 90 milhões de reais em itens. A expectativa para 2020 é chegar a 120 milhões.

Já a Plataforma Verde é uma tecnologia blockchain (com uso de dados) que reúne todos os envolvidos na gestão de lixo na produção industrial e no comércio em um sistema compartilhado e de corresponsabilidade.

Pela plataforma, é possível rastrear, de forma online, desde a geração até a destinação final dos resíduos. Por meio de um software que hospedado na nuvem, as empresas têm um canal de comunicação direto, fazem a gestão de todo o processo, geram relatórios e outras atividades para lidar com os resíduos.

Toda a tecnologia ajuda para que as empresas façam uma melhor gestão de seus produtos.

“Para evitar resíduos, é preciso entender como ele é gerado por meio de dados específicos”, conta Raphael Guiguer, diretor de projetos da Plataforma Verde.

Já a plataforma criada por Guilherme Arruda, CEO da VG Resíduos, ajuda a conectar grandes geradores ao mercado reciclador. “Ao reciclar materiais, nossa tecnologia consegue mostrar com rapidez aos clientes um comparativo de preços do mercado reciclador. Tudo isso para o que a empresa não opte por enviar os resíduos aos aterros sanitários”, concluiu.

Texto produzido em 27/05/2020

Tags: matérias
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