03 de Junho de 2020,12h00
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Foi em 2012 que os amigos Hugo Galindo e Luiz Eduardo Rocha decidiram empreender com algo em que acreditavam: uma marca de óculos sustentáveis, a Zerezes. No começo foi difícil, eles não tinham nenhum tipo de investimento, começaram apenas com a ajuda de amigos e familiares.
Mesmo assim, arregaçaram as mangas e produziram a primeira coleção feita com madeira coletada das ruas.
“Começamos pequenos, mas sempre acreditamos na sustentabilidade”, disse Galindo a um site de negócios.
Quase oito anos depois, a preocupação ambiental continua. Depois da madeira, os empresários fabricaram óculos feito de acetato (um tipo de plástico) e serragem reciclados.
A última novidade é uma linha feita com canudos plásticos. “Queremos sempre inovar”, disse Galindo. A criação dos óculos feito com canudinhos veio de tanto observar o problema que este item está causando no meio ambiente, por sinal bem próximo deles, no Rio de Janeiro, local onde a marca foi fundada.
Além de serem estilosos, os óculos feitos com esse material querem levantar a discussão em torno do consumo do plástico e tentar trazer uma solução para essa questão.
Para a empresa, a sustentabilidade se tornou uma questão mundial e hoje em dia a nova geração está muito mais atenta a esse assunto. “Não dá mais para pensar apenas no lucro. A sustentabilidade tem que ser um dos fatores mais importantes em uma empresa hoje”, explica Rodrigo Latina, que entrou na empresa há três anos para colaborar na questão financeira e administrativa.
Apesar de todas as dificuldades e falta de investimento no começo do negócio, hoje a Zerezes possui cinco unidades no Rio de Janeiro. Os empresários pretendem expandir para o restante do Brasil ainda nesse ano, começando por São Paulo.
Cada armação custa em torno de 450 reais e o faturamento em 2019 chegou a aproximadamente 7 milhões de reais.
Iniciativas como essas mostram que é possível empreender e reciclar os resíduos ao mesmo tempo, numa verdadeira gestão de economia circular, aquela que se obtém o lucro sem precisar extrair componentes da natureza.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Texto produzido em 29/04/2020
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