Pandemia muda hábitos de consumo dos brasileiros

22/06/2020

Imagem - Estudo confirmou que o isolamento social deve mudar o modo de consumir, principalmente em áreas relacionadas ao comércio e serviços. Foto: Freepik

Estudo confirmou que o isolamento social deve mudar o modo de consumir, principalmente em áreas relacionadas ao comércio e serviços. Foto: Freepik

O ano de 2020 foi acometido por uma epidemia que mudou o rumo do planeta, impondo um isolamento social no mundo e transformando casas em escritórios. O Coronavírus determinou ainda uma mudança importante nos nossos hábitos de consumo, fazendo as pessoas reavaliarem a real necessidade de aquisição de itens menos essenciais e provocando transformações internas e no nosso modo de vida.

Pensando nisso, um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) e encomendado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou que a pandemia do novo Coronavírus deve mudar o modo que o brasileiro costuma consumir, principalmente em áreas relacionadas ao comércio e serviços.

A pesquisa, batizada de "Observatório Febraban", ouviu entre os dias 1º e 3 de junho, cerca de mil pessoas de todas as regiões do Brasil. Elas foram consideradas pelo estudo uma amostra da população adulta que possui contas em bancos.

De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados disseram que vão reduzir a frequências em bares e restaurantes quando terminar oficialmente o isolamento social. Enquanto 45% responderam que pretendem frequentar menos os shoppings centers. Já 28% afirmaram que continuarão usando os serviços delivery com mais frequência.

Outro instituto de pesquisa, o Qualibest, realizou um estudo qualitativo com 24 brasileiros em quarentena e eles apontaram como vão passar a consumir depois do isolamento social.

Os participantes disseram que valorizarão ainda mais os microempreendedores e os negócios locais ao invés de optar por grandes marcas e estabelecimentos. Eles afirmaram ainda que, nesse isolamento social, se compadeceram das dificuldades financeiras dos pequenos empreendedores e resolveram ajudar comprando seus produtos. Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui.

Consumo consciente na roda de conversa

No final de maio, houve um debate virtual entre especialistas ambientais sobre consumo consciente. A ação foi promovida pelo Encontro Lixo Zero. No evento online, os profissionais disseram que o isolamento social consolidou uma forma de consumo mais sustentável e racional.

“Fizemos uma pesquisa no Instituto Akatu que aponta uma mudança e crescimento do consumo consciente daquela pessoa que antes não era tão interessada em produtos mais sustentáveis. Nós o classificamos como consumidores iniciantes em comparação com a categoria dos que já são engajados”, explica Larissa Kuroki, analista de conteúdos e metodologias.  

De acordo com a profissional, o preço da mercadoria ainda é algo que impacta muito na escolha de compra. “Muita gente ainda acha que produtos sustentáveis são caros, mas o que precisa ser analisado é que no valor está embutido os custos ambientais e isso deve ser comunicado para os consumidores”.

A comunicação sobre como o item foi produzido é um grande desafio para as empresas, segundo Beatriz Martins Carneiro, representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e responsável por rotulagem e informação ao Consumidor da ONU.

Segundo Beatriz, às vezes, os microempreendedores não têm verba para arcar com os custos da comunicação da marca sustentável. “Então, montamos um guia que ensina como destacar essas informações aos clientes”. Para ter acesso ao documento, clique aqui

Para a empreendedora Livia Humaire, seu caminho para um estilo de vida mais sustentável foram as experiências que adquiriu, como por exemplo, morar em ecovilas e viajar para outros países para ter conhecimento sobre sustentabilidade.

Depois de conhecer de perto lugares chamados pela empresária de "revolucionários" por seguirem a cultura do lixo zero e estimularem a prática, a geógrafa trouxe ao Brasil um espaço de consumo consciente: a Mapeei, primeira loja sem plásticos do país, localizada no centro de São Paulo.

"Eu entendi como era simples não produzir lixo no seu dia a dia tendo um mercado que te dá esse apoio. Você não precisa comprar um shampoo, uma pasta de dente ou produtos para sua cozinha ou para sua lavanderia que vão gerar plástico”, disse.

Um dos grandes desafios para o consumidor que pretende ser mais sustentável é saber onde encontrar produtos verdes, pois geralmente são feitos por pequenos produtores e é preciso uma pesquisa intensa. Uma das dicas de Livia para quem deseja assumir essa proposta diária em sua vida é um mapa feito pela influenciadora Cristal Muniz. Para ter acesso, basta clicar aqui.

 Texto produzido em 28/05/2020

Tags: matérias
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