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Conheça os paulistas que caem na folia de um jeito bem sustentável

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Danielly e seus amigos foliões emprestam e reciclam fantasias. Foto: Danielly Freire

Foi morando por dois anos em Recife, em Pernambuco, que a engenheira ambiental Danielly Mello Freire, de 33 anos, se apaixonou pelo carnaval de rua. Hoje, vivendo e trabalhando na capital paulista e um pouco mais perto da cidade natal (Mogi das Cruzes), a paulista frequenta há três anos os blocos de São Paulo e tenta passar essa época da forma mais sustentável possível.

“Essa prática começou como um desafio proposto no trabalho. Nós tínhamos que mostrar a todos os colaboradores as formas mais verdes para passar o carnaval e eu me joguei nessa tarefa”, conta.

Em um workshop na empresa, Danielly mostrou aos colegas ações como correr atrás de fantasias emprestadas, ir na costureira do bairro, reformar os tutus de bailarina, adquirir um maiô neon em um brechó e fazer o próprio bioglitter para maquiar a pele e colocar no cabelo.

Ela descobriu uma receita natural com beterraba e urucum. “Depois dessa apresentação, fiquei muito mais consciente e acabei me tornando uma foliã ainda mais cativada por essa celebração”, disse. 

Nesse Carnaval, o primeiro item que Danielly aconselha a ter é uma garrafa de água com um mosquetão, assim ela fica presa no shorts ou na pochete. Quando a bebida acabar, ela aconselha pedir mais pela vizinhança. “Uma vez em um bloco na Vila Madalena, uma senhora estava distribuindo e achei aquilo muito legal”. A paulista conta que prefere não gerar resíduos na hora de beber, mas quando não tem jeito, escolhe por opções em lata e sempre destina aos catadores que estão trabalhando.

Fantasia e confetes de folhas secas

Esse ano, sua fantasia será composta por um tutu e um retalho bem colorido e estampado que já tinha em casa. “Levei para a costureira do bairro transformar em uma saia de frevo. Paguei apenas 15 reais”.

Com a roupa arrumada, Danielly tenta influenciar os amigos a seguir o mesmo caminho sustentável. Além de incentivar a troca de acessórios e fantasias, ela gosta de reunir a turma para fazer um “mutirão” de confetes naturais. Munidos com furadores de papel, o grupo recolhe folhas secas de jardim para produzir o próprio item.

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Confetes de folhas secas que Danielly faz junto com seus amigos. Foto: Danielly Freire

Depois, eles vão de transporte coletivo aos bloquinhos da cidade. “Eu tento sempre frequentar blocos que não poluam. Os que têm banda e bateria caminhando pela rua em vez de trio elétrico são os meus preferidos, pois não emitem gases de efeito estufa, já que não estão em cima de um caminhão”, diz.

Trabalho voluntário no bloco

Entre as centenas de blocos de rua em São Paulo, um deles ganhou contornos mais verdes. Com o nome de “É o Que Faltava”, o bloco, que fica em Santo Amaro, na zona sul, recebeu o auxílio do Instituto Limpa Brasil, movimento voltado para a educação e promoção da conscientização ambiental da população, que trouxe uma série de ações sustentáveis, entre elas a coleta de resíduos durante o trajeto no dia 15 de fevereiro.

"Essas ações são extremamente importantes para reduzir os impactos negativos para o meio ambiente e para a nossa qualidade de vida, como a contaminação das águas, animais mortos por plásticos e as enchentes que vimos nos últimos dias. Parte desses problemas ocorrem por conta do descarte incorreto de lixo nas ruas das nossas cidades", diz Edilainne Muniz, líder nacional do Instituto Limpa Brasil.

Teve gente que trocou a farra para se voluntariar na coleta de resíduos. Foi o caso do analista de suporte técnico, Filipe Costa e Silva, de 32 anos, que ficou em um stand do Instituto Limpa Brasil dando brindes para os foliões que levavam seus recicláveis.

“Nunca pulei carnaval na minha vida, foi a primeira vez que estive num bloco e ainda por cima ajudando o meio ambiente. Gosto de me sentir realizado, ser útil e colaborar com a sociedade dessa forma”, disse.

Todos os materiais recicláveis entregues no ponto de coleta foram doados para catadores que estavam trabalhando durante a passagem do bloco.

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Crianças seguram brindes que ganharam de Filipe (ao fundo) após entregar seus recicláveis a ele. Foto: Instituto Limpa Brasil

Filipe ficou sabendo das inscrições para a ação em um site que gera recompensas para quem faz ações sociais, o Gooders. Nessa edição, os voluntários receberam um certificado de 10 horas, válido como atividade complementar em instituições de ensino, além de 10 moedas “Gooders”, que valem como desconto e outros benefícios em lojas parceiras, como Extra, Ponto Frio e Magazine Luiza.

No dia 25 de fevereiro, haverá outra ação do Instituto Limpa Brasil. Para atuar como voluntário, basta acompanhar no site do movimento e fazer sua inscrição: https://www.limpabrasil.org/agenda/

Texto produzido em 18/02/2020


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